Adriana Varejão
O trabalho de Adriana Varejão revisita e tece críticas sobre o passado colonial do Brasil por meio de pinturas e esculturas que reposicionam suas fissuras e cicatrizes no presente. A artista se apropria tanto da iconografia como de elementos da arquitetura que correspondem ao barroco brasileiro e a seus desdobramentos, com atenção especial à azulejaria portuguesa, que aqui se difundiu no período em questão.
O trabalho de Adriana Varejão (1964, Rio de Janeiro, Brasil) revisita e tece críticas sobre o passado colonial do Brasil por meio de pinturas e esculturas que reposicionam suas fissuras e cicatrizes no presente. A artista se apropria tanto da iconografia como de elementos da arquitetura que correspondem ao barroco brasileiro e a seus desdobramentos, com atenção especial à azulejaria portuguesa, que aqui se difundiu no período em questão.
Bidimensionalidade e tridimensionalidade são mescladas em trabalhos que não apenas revelam intensa investigação sobre a história brasileira, mas visitam tradições pictóricas de outros territórios, como a China, por exemplo - presente em obras que citam suas pinturas de paisagem e sua arte da cerâmica.
Desde a década de 1990, sua obra tem alcançado instituições internacionais, sendo exposta em espaços como a Tate Modern em Londres e o MoMA em Nova York, além de participar de diversas Bienais de São Paulo.
Varejão possui trabalhos em acervos de importantes instituições como Metropolitan Museum of Art (MET), Nova York; Solomon R. Guggenheim Museum, Nova York; Tate Modern, Londres; Fondation Cartier pour l’art Contemporain, Paris; Inhotim Centro de Arte Contemporânea, Brumadinho; Museu de Arte Moderna de São Paulo e o Museu de Arte do Rio.
Sua notoriedade se expande das exposições para as premiações. A artista ganhou a Medalha de Chevalier de l’Ordre des Arts et des Lettres, do governo francês; o Grande Prêmio da Crítica na categoria Artes Visuais da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA) e o prêmio Mario Pedrosa (artista de linguagem contemporânea) da Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA).
Obras

Adriana Varejão
Testemunhas oculares X, Y e Z, 1997
óleo sobre tela, porcelana, fotografia, prata, vidro e ferro
200 x 250 x 35 cm

Adriana Varejão
Alegoria Imprecisa, 2011
óleo e gesso sobre tela
150 x 150 cm

Adriana Varejão
Brown Mimbres II, 2016
óleo e gesso sobre tela
150 x 150 cm

Adriana Varejão
Monocromo celadon, 2022
óleo e gesso sobre tela
180 x 180 cm

Adriana Varejão
Ambiente virtual IV, 2002
óleo sobre tela
200 x 300 cm

Adriana Varejão
Arabescos barrocos, 2018
óleo e gesso sobre tela
100 x 100 cm

Adriana Varejão
Azulejão (Moon), 2018
óleo e gesso sobre tela
180 x 180 cm

Adriana Varejão
Monocromo Roma I, 2016
óleo e gesso sobre tela
180 x 180 cm

Adriana Varejão
Carne à la Taunay, 1997
óleo sobre tela, isopor e porcelana
152 x 180 x 7 cm (medidas variáveis)

Adriana Varejão
Pompéia I, s.d.
óleo e gesso sobre tela
100 x 100 cm

Adriana Varejão
Olha pro céu meu amor, 2025
óleo e gesso sobre tela
95 x 95 cm

Adriana Varejão
Parede com incisões à la Fontana (Istambul), 2011
óleo sobre tela e poliuretano em suporte de madeira e alumínio
95 x 120 cm

Adriana Varejão
Polvo Color Wheel III, 2013-2014
Tintas Polvo, 2013
óleo sobre tela e tintas à óleo, madeira e acrílico
tela: Ø 100 cm | objeto: 36 x 51 x 8 cm

Adriana Varejão
Pacífico, 2008
óleo e gesso sobre tela
110 x 110 x 3 cm

Adriana Varejão
Fragmento de anjo, 2000
óleo e gesso sobre tela
74 x 70 cm

Adriana Varejão
O perverso, 2006
óleo sobre tela
155 x 220 cm

Adriana Varejão
Panacea Phantastica, 2003
serigrafia sobre azulejo
15.5 x 15.5 cm (cada)

Adriana Varejão
Vaso-plano Maria, 2026
óleo e gesso sobre tela e resina
151 x 154 x 11 cm