Anna Maria Maiolino
Durante uma entrevista com o crítico e pesquisador Paulo Herkenhoff, Anna Maria Maiolino disse: “Eu não sou uma artista limpa, sou uma artista contaminada”. Essa permeabilidade a qual se refere é presente em seu trabalho como gravurista, pintora, escultora e artista multimídia.
Ao chegar no Rio de Janeiro no ano de 1960, Anna Maria iniciou seus estudos de gravura na Escola Nacional de Belas Artes. Neste período já produzia múltiplos objetos, mas trabalhava principalmente com xilogravuras de grandes dimensões. Sua obra tratava de temas urbanos, muitos deles relacionados ao cotidiano e à condição da mulher na sociedade.
Anna Maria morou nos Estados Unidos de 1968 até 1971 e durante essa estadia se dedicou ao desenho, inspirando-se na poesia experimental dos anos de 1960. Ao retornar ao Brasil, passou a pesquisar meios e materiais alternativos, dedicando-se por exemplo à exploração do filme e à criação de instalações. Em outra virada estilística, a partir dos anos de 1980 voltou-se para a produção de pinturas e de esculturas em argila, explorando os limites desse material. Sua obra é extensa e múltipla, resultado da trajetória de uma criadora inquieta e atenta a seu tempo.
Obras

Anna Maria Maiolino
Sem título, da série Grandes Ausentes, 2014
gesso moldado
64,5 x 50 x 55 cm

Anna Maria Maiolino
Mais de 50, 2008/2013
metal, madeira e arame
96 x 48 x 47 cm

Anna Maria Maiolino
Sem título, da série Novas marcas de gota 01, 2003
acrílica sobre cartão
34 x 23,5 cm (cada)

Anna Maria Maiolino
Sem título, da série No início, 2007
óleo sobre tela
100 x 250 cm

Anna Maria Maiolino
Sem título, da série Propícios, 2009
óleo sobre tela
80 x 160 cm (díptico)

Anna Maria Maiolino
Sem título, da série Indícios, 2007
linha sobre papel
30.5 x 22 cm

Anna Maria Maiolino
Codificações Matízicas, s.d.
acrílica sobre tela
120 x 200 cm

Anna Maria Maiolino
Em cima da linha, da série Desenhos/Objetos, 1976/2001
papel e linha
72,5 x 72,5 cm