Acervo

Sergio Camargo

No início de sua carreira na década de 1960, Sergio Camargo estabelece um diálogo crítico e atento com as ideias construtivas da década anterior. Em comparação com os princípios concretistas, o Geometrismo na obra de Sergio Camargo se mostra mais empírico e intuitivo; com um ar intimista que contrasta com o racionalismo concreto. Gradativamente, o artista abandona todos os elementos que possam dispersar ou encobrir a questão central de suas esculturas: a forma. Sua obra se concentra em processos concisos e contínuos de exploração e combinação de elementos como cilindros, cubos e retângulos. A partir dos anos 1970, o artista emprega quase que exclusivamente o mármore Carrara em suas produções. O branco predomina, deixando espaço para que o movimento, equilíbrio, ritmo e a tensão em suas esculturas e relevos fiquem em evidência.

Sergio Camargo expôs uma versão de sua escultura Homenagem a Brancusi em relevo em uma sala especial na 33a Bienal de Veneza. Realizou diversas obras para espaços públicos, entre elas: o Muro Estrutural para o Palácio do Ministério das Relações Exteriores, em Brasília; Tríptico para Banco do Brasil de Nova York; coluna Homenagem a Brancusi para Faculdade de Medicina de Bordeaux, França; escultura na Praça da Sé, São Paulo; e monumento para o Parque da Catacumba, Rio de Janeiro.

Obras

Sergio Camargo — Relevo #120, 1966

Sergio Camargo

Relevo #120, 1966
madeira policromada
27 x 31,5 x 21,5 cm

Sergio Camargo — Orée n°I, 1963

Sergio Camargo

Orée n°I, 1963
madeira policromada
24,5 x 16 x 13 cm

Sergio Camargo — Relevo nº 172, 1967

Sergio Camargo

Relevo nº 172, 1967
madeira policromada
93 x 66 x 8 cm

Sergio Camargo — Composição nº 364, 1972

Sergio Camargo

Composição nº 364, 1972
tinta látex sobre madeira
100 x 100 x 3 cm

Sergio Camargo — Sem título, déc. 1970

Sergio Camargo

Sem título, déc. 1970
madeira policromada
50 x 50 x 3 cm

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